A próxima etapa da Reforma Tributária já chegou, e outubro de 2026 marca novos pontos de atenção para empresas que precisam adaptar seus processos fiscais e seus sistemas de gestão. Para quem utiliza um ERP, preparar-se não significa apenas acompanhar as mudanças na legislação, mas garantir que o sistema esteja pronto para refletir as novas exigências na operação.
A Reforma Tributária do Consumo está avançando de forma gradual, com diferentes prazos para documentos fiscais, declarações e adequações sistêmicas. O cronograma oficial prevê novas obrigações ao longo de 2026 e 2027, o que requer planejamento por parte das empresas e das equipes responsáveis pelos sistemas fiscais e adequação do ERP.
Nesse cenário, uma pergunta ganha importância: seu ERP está preparado para acompanhar essa transição?
O que muda com a próxima etapa da Reforma Tributária?
A implementação da Reforma Tributária do Consumo não acontece de uma única vez. O cronograma estabelece diferentes datas para adequação dos documentos fiscais eletrônicos e demais obrigações.
Em 1º de outubro de 2026, por exemplo, passaram a fazer parte do cronograma de obrigatoriedade a NFS-e para serviços em geral sujeitos ao ISS, a NFCom, a Declaração de Importação de Remessa (DIR) e a primeira fase da Declaração de Regimes Específicos (DeRE).
Outras etapas estão previstas para os meses seguintes. Em novembro, dezembro e janeiro de 2027, novos documentos e operações entram no cronograma. Isso inclui documentos fiscais relacionados a contribuintes do Simples Nacional a partir de janeiro de 2027.
Desse modo, é preciso tratar a adaptação como um processo contínuo, e não como uma alteração pontual realizada apenas quando uma nova obrigação entra em vigor.
Por que o ERP tem um papel importante nessa adaptação?
O ERP está relacionado a diversos processos que envolvem informações fiscais, comerciais, financeiras e operacionais.
Por isso, mudanças na tributação podem precisar de atenção a diferentes pontos do sistema, como:
- cadastros de produtos e serviços;
- regras tributárias;
- emissão de documentos fiscais;
- cálculo e classificação de tributos;
- integração com sistemas fiscais;
- escrituração;
- informações utilizadas nas obrigações acessórias;
- parametrizações;
- integrações com outros sistemas.
Uma configuração inadequada pode fazer com que uma mudança fiscal não seja refletida corretamente no processo operacional.
Por outro lado, uma preparação estruturada permite identificar antecipadamente quais partes do ambiente precisam de avaliação e quais ajustes são necessários.
A adaptação não depende apenas da atualização do sistema
Um dos pontos mais importantes da próxima etapa da Reforma Tributária é entender que simplesmente atualizar o ERP não significa que a empresa esteja preparada.
A adequação envolve também processos, cadastros, regras de negócio, integrações e pessoas.
Vamos supor que uma empresa possui diferentes operações comerciais, produtos com características tributárias distintas e integrações entre áreas fiscal, financeira, estoque e faturamento.
Uma alteração no registro de determinada informação fiscal pode gerar impactos em diferentes pontos da operação, concorda?
Por isso, antes de realizar mudanças, é importante entender:
- O que muda na legislação?
- Quais processos da empresa serão afetados?
- Quais informações precisarão ser alteradas ou complementadas?
- O Protheus está preparado para essas mudanças?
- Quais parametrizações precisam ser revisadas?
- Existem customizações ou integrações que também precisam ser avaliadas?
Esse diagnóstico ajuda a evitar que a empresa descubra um problema somente quando a nova exigência já estiver valendo.
O que sua empresa pode avaliar no TOTVS Protheus?
Para empresas que utilizam o ERP TOTVS Protheus, o momento é adequado para revisar o ambiente e identificar possíveis impactos da transição tributária.
Isso pode envolver uma análise de:
Cadastros
As informações cadastrais são fundamentais para que o ERP consiga aplicar corretamente as regras relacionadas às operações da empresa.
Por isso, vale verificar a atualização nos cadastros utilizados nos processos fiscais.
Parametrizações
As configurações tributárias do sistema precisam estar alinhadas às regras aplicáveis às operações da empresa.
Uma parametrização inadequada pode gerar falhas e aumentar a necessidade de correções manuais.
Documentos fiscais
Também é necessário acompanhar as mudanças relacionadas aos documentos fiscais eletrônicos e verificar como elas impactam os processos de emissão e integração.
A estruturação do cronograma oficial considerou a necessidade de adequação dos sistemas emissores e de realização de testes prévios pelos contribuintes.
Integrações
Muitas empresas possuem o ERP conectado a sistemas fiscais, plataformas de emissão, soluções financeiras e outras ferramentas.
Por isso, não basta analisar apenas o Protheus isoladamente. É importante avaliar também os pontos de integração que as mudanças podem afetar.
Customizações
As empresas que possuem customizações no Protheus também precisam considerar como essas alterações interagem com as novas regras.
Uma customização criada para atender uma necessidade específica no passado pode precisar ser revisada diante de uma nova realidade tributária.
Por que não deixar a adequação para a última hora?
A próxima etapa da Reforma Tributária envolve mudanças que podem atingir diferentes áreas da empresa simultaneamente.
Deixar a preparação para o momento em que uma obrigação já esteja valendo pode reduzir o tempo disponível para testes, correções e ajustes.
Além disso, problemas fiscais nem sempre ficam restritos ao departamento fiscal.
Uma inconsistência pode afetar o faturamento, o financeiro, o estoque, a contabilidade ou até mesmo indicadores utilizados pela gestão.
Por isso, antecipar a análise permite trabalhar com mais planejamento.
Em vez de esperar um problema aparecer, a empresa pode mapear impactos, testar cenários e ajustar o ambiente antes que a mudança afete a rotina operacional.
Reforma Tributária também é um projeto de tecnologia
Embora a Reforma Tributária seja uma mudança legislativa e fiscal, sua implementação também possui uma dimensão tecnológica importante.
O sistema precisa ser capaz de processar as novas informações e incorporá-las aos processos da empresa.
Isso torna o ERP parte importante da estratégia de adaptação. Nesse contexto, áreas fiscal, contábil, financeira, TI e gestão precisam trabalhar de forma integrada para entender os impactos e definir prioridades.
A empresa não precisa apenas perguntar “o que muda na legislação?”. Também precisa perguntar: “O que precisa mudar nos nossos processos e no nosso sistema?”
Como a consultoria em Protheus pode ajudar?
A preparação para a próxima etapa da Reforma Tributária pode envolver diversas decisões técnicas. É nesse momento que uma consultoria especializada em TOTVS Protheus pode contribuir.
O trabalho pode começar pela análise do ambiente atual, ao identificar os processos impactados e avaliação das parametrizações, integrações e customizações existentes.
A partir desse diagnóstico, é possível definir quais ajustes são necessários e quais ações devem ser priorizadas.
Isso é importante porque nem todo problema requer uma customização.
Em alguns casos, uma parametrização pode ser suficiente. Em outros, será necessário revisar um processo, atualizar uma integração ou adequar uma customização existente. O mais importante é entender a necessidade antes de escolher a solução.
M3Case e a preparação do Protheus para a Reforma Tributária
Para empresas que utilizam o TOTVS Protheus, acompanhar a evolução da Reforma Tributária significa também avaliar se o ERP está preparado para acompanhar as mudanças.
A M3Case atua com consultoria, sustentação, customização e evolução do Protheus. Desse modo, apoia empresas na análise de seus processos e na adequação do sistema às necessidades do negócio.
Sendo assim, contar com uma visão especializada pode ajudar a empresa a identificar consequências, organizar prioridades e reduzir riscos relacionados à adaptação do ERP.
Conclusão: seu ERP está preparado?
Por fim, não devemos encarar a próxima etapa da Reforma Tributária apenas como uma mudança que pertence ao departamento fiscal.
Lembre-se que ela pode impactar processos, sistemas, integrações, cadastros e diferentes áreas da empresa.
E, como o cronograma segue avançando para novas etapas em 2026 e 2027, preparar o ERP com antecedência se torna parte importante do planejamento empresarial.
Por isso, este é um bom momento para avaliar o ambiente, identificar possíveis impactos e entender quais ajustes podem ser necessários no TOTVS Protheus.
Seu ERP está preparado para acompanhar a próxima etapa da Reforma Tributária? Fale com a M3Case e conte com uma equipe especializada em TOTVS Protheus para avaliar o seu ambiente e apoiar sua empresa nessa transição.

